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Lampreia no Douro

Lampreia no Douro

 

Como é que um animal que parece saído de um filme de terror se transforma numa das iguarias mais procuradas pelos portugueses? Conheça a história deste pitéu!

 

Está aberta a época da lampreia! Este feio bicharoco tem uma verdadeira legião de fãs – é um polo de atração que convence milhares de portugueses a sair das suas casas para uma incomparável jornada gastronómica.

Mas a sua fama não é recente. Já Aquilino Ribeiro, na sua obra “A Casa Grande de Romarigães” afirmava: “Não há como o arroz de lampreia, se lhe adicionarem uma colher de manteiga de pato”.

E se recuarmos ainda mais no tempo, encontramos algumas referências históricas, no mínimo, curiosas.

Na Idade Média, o consumo da lampreia era sobejamente maior, devido ao jejum rigoroso da Quaresma e à sólida associação entre carne e pecado. Na verdade, constituíam o abastecimento de mosteiros e conventos na altura destes jejuns – abastecimento esse assegurado pelo Arcebispado de Tui, desde 1125, que recebeu da mãe de D. Afonso Henriques o privilégio de tomar como suas todas as lampreias capturadas no rio Minho.

A este peixe foi atribuída também a morte do rei de Inglaterra, Henrique I – apesar de a este óbito, certamente, terem concorrido outros fatores decisivos. Contudo, nem esse “crime” foi o suficiente para desmotivar o consumo deste petisco. De facto, está de tal forma consagrado nesse país que, na coroação da rainha Isabel II, em 4 de Fevereiro de 1953, no almoço oferecido aos convidados, foi servido como entrada um pastel de lampreia. Como se isso não bastasse, também é costume oferecer esta iguaria à rainha no Natal.

E passando de Inglaterra para França, consta que o rei Luís IX era um grande apreciador de lampreia. Abastecia-se de lampreias diretamente de Bordéus, em barricas com água do rio para as manter vivas.

Gula de romanos e premissa de reis e monges – sem dúvida que a lampreia há muito tem o seu próprio trono no reino gastronómico mundial!

E em Portugal, podemos encontrar várias formas de a confecionar. A mais comum é a clássica lampreia à bordalesa, mas é possível também prová-la ensopada (e servida com pão frito), estufada, marinada em vinho verde tinto, ou fumada. E o acompanhamento não se faz por menos: merece ser regada com os melhores vinhos verdes da nossa região.

Como não poderia deixar de ser, dedicamos uma das nossas excursões à lampreia, com destino a um dos locais onde melhor é confecionada: no Douro!

Assim, no dia 26 de março, faremos uma bela viagem para degustar esta delícia, num cenário natural que também faz crescer água na boca – montanhas imponentes envoltas na beleza cristalina do rio Douro.

Será este o percurso:

08h30 | Póvoa de Varzim
09h15 | Braga
09h45 | Vila Nova de Famalicão
10h00 | Trofa
10h30 | Porto
Passeio por Penafiel, Termas de S. Vicente, Entre-os-Rios e Rio Mau.
Almoço composto pelo afamado arroz de lampreia, cabrito assado no forno acompanhado por bom vinho da região, sobremesa e café.

Os motivos são mais que muitos para fazer já a sua reserva! A vida é melhor quando viaja, sobretudo quando viaja em excursão, e mais ainda quando envolve a melhor gastronomia e as melhores paisagens de Portugal.

Entre a bordo connosco nesta experiência. Contamos consigo?

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